quarta-feira, 14 de abril de 2010

Relações

O título relações foi escolhido para ser mais genérico, mas bem que podia ter escolhido o título "Namoros". A verdade é que eu penso que o que pretendo transmitir neste texto se adapta bem aos dois. O namoro não deixa de ser uma relação... e depois também temos as relações de amizade.

As relações envolvem regra geral duas pessoas, pelo menos tento focar-me neste tipo de relações. Como tal significa que deve haver uma ligação. Essas ligações podem ter diferentes intensidades, podem ser mais fortes de um dos lados... podemos até especular, usando a metáfora, até que ponto essas ligações não podem ser mais fracas no meio.

Um ingrediente muito importante para relações novas se fortalecerem em pouco tempo é a empatia. Essa empatia facilita todo o processo de conhecimento e fortalecimento de uma relação. Para solidificar essa relação é preciso confiança. (Na minha opinião a confiança é um pilar essencial das relações amorosas e vem antes do amor ou de qualquer outra coisa.)

As relações só nos fazem crescer. Certas relações podem fazer-nos crescer sendo pessoas piores, mas se estivermos alerta e soubermos tirar o que de melhor uma relação nos pode dar, nós seremos sempre pessoas melhores a cada dia que passa pois cada relação no ensina alguma coisa todos os dias. Mesmo quando não estamos, ou contactamos, com a outra pessoa num determinado dia há sempre algo que podemos aprender disso. Muito facilmente dou um exemplo: quando não falamos com outra pessoa num determinado dia podemos tentar avaliar a falta que essa pessoa nos fez durante esse dia.

As saudades costumam ser um bom indicador da importância de determinada pessoa na nossa vida, embora eu acredite que nem sempre isso é tudo. Quando estamos com essa pessoa podemos efectivamente sentir melhor o que isso nos provoca, pois nada como a presença física para nos fazer sentir aquilo que é mais importante. Muitas vezes só sentindo fisicamente algumas coisas as pessoas têm a percepção da importância disso.

Pausa. Estarei eu a ser demasiado vago? Talvez. Talvez esteja a tentar generalizar uma situação específica e isso pode tornar tudo muito confuso. Não é a intenção. A intenção é fazer perceber que temos de nos relacionar, dialogar, escutar e no fim reflectir.

Como acho que já disse anteriormente neste blog, cada um de nós é uma pessoa diferente consoante a pessoa que nos "avalia". Nesse caso podem não existir ligações mas apenas uma transmissão num só sentido que faz com que a pessoa X tenha determinada opinião de Y. Como uma "relação" de um artista com os seus fãs.

Todos somos diferentes. Cabe-nos saber investir nas relações que trazem mais valor à nossa vida. Valor e felicidade.

A título pessoal, tenho tido rendimentos altíssimos nos investimentos que tenho feito. O retorno tem sido imenso. O mais interessante das relações é que não são nada como o dinheiro. Eu estou a ganhar, mas não estou a ficar com o que é de ninguém, estou a ajudar a criar do outro lado também e saber isso é magnífico.

Infelizmente algumas pessoas pensam que as relações são como o dinheiro. Para ganharmos alguma coisa temos de tirar alguma coisa a alguém. E isso é tão falso. E todos seríamos tão mais felizes se toda a gente percebesse que nas relações pode dar-se sem se ficar com menos, pelo contrário: ao nos darmos, ganhamos.

Para aqueles que me seguem há mais tempo já uma vez disse que os meus textos saem mais caóticos depois de algum tempo de ausência. Preciso de escrever mais. Volto a fazer um apelo para darem temas para eu escrever aqui. Os comentários servem para alguma coisa. E prometo escrever sobre tudo o que me pedirem (depois apenas não digam que não gostaram :P)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rust in vrede

Porque nem sempre os amigos que estão perto são os que contam mais.
Porque muitas vezes os verdadeiros amigos são aqueles que se preocupam.
Porque há pessoas que pela sua amizade, simplicidade e jovialidade marcam a nossa vida.

Espero que estejas num sítio melhor agora Dick.
A tua família portuguesa não se esquece de ti.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sorriso

Que um sorriso podia iluminar um dia, uma pessoa, uma vida eu já sabia.

Mas viver a experência de ver que existe um sorriso que preenche por completo a nossa alma é sempre algo fantástico.

O sorriso já por si é algo que transmite uma energia positiva, ainda mais quando é um sorriso sincero, bonito e que cria empatia.

Como existem os sorrisos, existem também os abraços, os gestos e o olhar. Todo o nosso corpo transmite muito mais mensagens que alguma vez as nossas palavras conseguirão expressar.

É incrível como um sorriso pode mudar uma vida... mas pode!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Lamentos

Zangado com o Mundo
me sinto
A culpa é minha
não minto!

Não sei que fazer
Não sei que mudar
Apenas sinto vontade de me ajustar.

Porque fujo às normas
eu sou mesmo assim
ser como sou
por vezes dá cabo de mim!

Este problema deixa-me...
angustiado
Por outras palavras estou...
tramado?

São apenas pobres lamentos
de um rapaz,
que apesar de audaz
não se deveria queixar
Pois tem família,
um lar,
amigos:
pessoas cheias de amor para lhe dar.

Talvez só precise de tempo
para me adaptar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Lua

E é com a lua cheia que entramos em 2010.

....

Está bem, está bem. Tecnicamente a lua cheia foi no dia 31 de Dezembro de 2009, mas ela também não "esvazia" assim tão depressa.

Dei por mim a tentar tirar significados deste facto. Do facto de entrarmos em 2010 com a lua cheia. E é claro que isso não pode dizer nada, mas pode iluminar-nos para tirarmos algumas conclusões acertadas acerca da vida.

Iluminar. A lua não tem propriamente uma "função". Isto é, ela é responsável por um determinado número de eventos que acontecem no nosso planeta Terra como a subida ou a descida das marés. Também podemos dizer que a lua nos ilumina de noite, quando o sol já se pôs.

Nem sempre ela está num estado que permita iluminar o nosso caminho da maneira que precisamos, e muito menos costuma entrar em nossa a casa como faz regularmente o Sol.

Pois a lua tem várias fases. Entre mostrar todo o seu esplendor através do reflexo da luz do Sol, até parecer um astro mais sombrio, quando tapado pela sombra da Terra. E as nuvens? Que teimosamente se intrometem no caminho da luz que a lua tenta reflectir na nossa direcção quando procuramos o caminho nas noites mais escuras?

Nós também nos caracterizamos por termos diferentes fases. Não tão regulares como a lua, que mais ou menos todos os meses volta a passar pelo mesmo estado. Mas também temos as nossas fases mais acesas e as nossas fases mais apagadas. E depois ainda temos as nossas fases em que tentamos mostrar a nossa luz, mas que por efeito de alguma "nuvem" não conseguimos.

O Sol é diferente. Embora a tecnologia ainda não nos permita tal feito já é possível, num avião tentar perseguir o Sol. Tentar seguir a sua luz à volta do mundo. Não que isso nos ajude particularmente de alguma forma, mas ajuda à minha metáfora... :) Por mais que demos voltas à Terra não vamos conseguir extrair a luz da lua se não for a altura dela.

Tantos ensinamentos que se podem tirar com a lua. Há momentos iluminados, há momentos escuros. Os momentos escuros são todos eles inevitáveis, ainda assim, podemos recorrer ao Sol durante o dia, para pelo menos nos mostrar alguma claridade. Esses momentos escuros levam o seu tempo a passar e a dar lugar aos momentos mais claros. Mas esse é o ponto importante. Os momentos claros e iluminados, cheios de esplendor, também existem.


Cabe-nos a nós aproveitar cada segundo do esplendor dos momentos iluminados que a lua tem para nos dar. E mesmo que ela esteja parcialmente encoberta pelas nuvens, ou não reflicta todo o seu potencial à conta da sombra da Terra, ela tem sempre alguma luz e beleza para nos dar.

Desfrutemos então cada pedacinho de luz sempre que for possível, pois nos momentos de total escuridão, quando nos sentirmos impotentes, termos sempre a lembrança dos momentos esplendorosos de luz que tivemos o privilégio de observar e a certeza que, mais hora menos hora, mais dia menos dia, vamos ter a oportunidade de voltar a ver esses momentos de luz. Só nos cabe a nós não os desperdiçar.

Obrigado à lua por ter entrado em 2010 com todo o seu esplendor e me ter ensinado estas lições tão preciosas. Ou pelo menos me ter feito reflectir sobre elas, quando na tarde do dia 1 de Janeiro de 2010 espreitou pela janela do meu quarto e me disse "Olá!".

Espero que o 2010 de todos seja iluminado como o é a lua no momento em que digito estas palavras!

;)